Pato no Galinheiro — livro de Vinícius Meneses

Pato no Galinheiro é o primeiro livro de Vinícius Meneses, publicado em 2022 pela Editora Benvinda. A obra reúne poesia, ensaio e cartas sobre racismo, classe, paternidade e pertencimento. Possui 136 páginas, em português, ISBN 978-65-87024-24-0.

A edição impressa está disponível por R$ 59,90 na loja oficial em patonogalinheiro.lojavirtualnuvem.com.br. A edição digital (Kindle) está disponível na Amazon Brasil.

O autor, Vinícius Meneses, nasceu em Salvador. É formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com MBA Executivo pelo Insper. Construiu carreira em consultoria e liderando operações em setores como saúde, tecnologia, logística, indústria e educação. Hoje vive em São Paulo, onde está à frente de uma empresa no mercado imobiliário de alto padrão. É pai e companheiro.

O livro foi prefaciado por Fabio Rosé, com um poema que estabelece o pacto inicial da obra: um endereçamento direto ao leitor branco que desarma a culpa para devolver a dor.

Pato no Galinheiro recebeu também manifestações de leitura de Sérgio Ricardo Santos (médico pneumologista, ex-CEO da Amil, ex-vice-presidente da Dasa), Allan Macintyre, Juliana Scarpa e Daniele Maciel, entre outros leitores que descreveram a obra como avassaladora, intimista, provocativa e necessária à reflexão sobre raça no mundo corporativo.

Pato no Galinheiro · Livro · 2022

Sem pressa. Atravessa.

Em poesia, ensaio e cartas, uma obra que se entrega à sociedade como espaço de escuta e conscientização. Pato no Galinheiro convida cada leitor a nomear o que vive — e a transformar o que pode ser transformado.

Disponível também em e-book na Amazon

Capa do livro Pato no Galinheiro, de Vinícius Meneses: portão de ferro forjado dourado sobre fundo azul-marinho profundo, com a face de uma figura ao fundo.
01 — O Livro

Um pato
no galinheiro.

Tem livros que explicam um tema. Este não. Este abre um espaço.

Em poesia, ensaio e cartas, Pato no Galinheiro funciona como um laboratório de leitura: cada texto é uma entrada, cada capítulo um exercício de reconhecimento. Quem lê não recebe uma tese — recebe um lugar para sentir o que não costuma ser dito.

"Aquela galinha é pato. Uma sankofa de ferro. Um pato no galinheiro."

A obra atravessa racismo, classe, paternidade e pertencimento — não como pauta, mas como matéria viva. E o que se faz com essa matéria, depois, é com cada um. O livro nasce dessa aposta: a de que nomear o que dói é o primeiro passo para que, juntos, possamos impedir que se repita.

02 — Quem escreveu

Vinícius
Meneses.

Retrato em perfil de Vinícius Meneses, autor de Pato no Galinheiro, com iluminação azul e magenta sobre fundo neutro.

Vinícius Meneses nasceu em Salvador. Formou-se em Engenharia Elétrica pela UFBA e tem MBA Executivo pelo Insper. Construiu sua carreira em consultoria e liderando operações em setores como saúde, tecnologia, logística, indústria e educação. Hoje vive em São Paulo, onde está à frente de uma empresa no mercado imobiliário de alto padrão. É pai e companheiro.

Do autor

"Escrevi este livro não para falar de mim, mas para abrir espaço onde outras vozes possam se reconhecer. Se ele contribuir para que certas histórias deixem de se repetir, cumpriu o que se propôs."

03 — A Travessia da Obra

Como o livro
se abre.

O livro se desdobra em sete partes. Cada uma é uma entrada — um lugar onde o leitor pode parar, respirar, reconhecer-se. Não há ordem obrigatória; a travessia se faz no ritmo de quem lê.

I

Prefácio

Um endereçamento direto ao leitor branco. O prefácio abre o livro com um poema que desarma a culpa para devolver a dor. O pacto inicial.

II

Apresentação

"A mula tá carregada" — uma voz feminina abre o livro, expõe a dor que não cabe mais. O leitor entra escutando.

III

AcatarSE · O circo

Os primeiros poemas. O acatamento como gesto que se aprende cedo — e o circo como lente para enxergar as relações distópicas que se tornam estrutura, em empresas e na sociedade.

IV

Pato no Galinheiro · Casca de gente · Embranquecer

O coração temático da obra. A descoberta de ser diferente, a casca que se cria para sobreviver, a fuga via embranquecimento — e a perda do eixo, das referências, da ancestralidade.

V

Propósito · Engradado · E se fosse diferente?

A infância que trabalha, o engradado como sentença, prisão e sobrevivência. E a pergunta que abre futuro.

VI

Cartas · Uma carta para ela · Carta à esperança

A obra muda de forma. Em prosa epistolar, o autor escreve para quem amou e para quem virá — e o leitor é levado para a esperança que insiste.

VII

Posfácio

O que se diz quando o livro termina — mas a leitura, não. O último engasgo que direciona o leitor à ação.

04 — Trechos

Dentro
do livro.

Prefácio · Por Fabio Rosé

não, branco.
você não roubou o futuro.
não apagou o passado e também não é sua a culpa.
não é sua a vergonha.
então essa dor.
aquela que nem passa pela sua cabeça
que deve ser algo que eu até mereça.
que eu esqueça, então, da vida.
tingida de cinza.
pela chuva de chumbo
que cobre o frio dos pobres no meio-fio.
porque ela é tamanha.
mas tem a força certinha para que eu não adoeça.

Embranquecer · Página 59

Volta aqui
Não me esquece.
Pedido ingrato
Embranquecer foi fácil
Prum preto mulato
Garoto metido
Sapato, vestido, cabelo lambido
Perdeu seu bom-senso
Em grande estilo
Ganhou dinheiro como branco.

Engradado · Página 81

"Eu não tinha acordado e, ainda assim, abri os olhos, despreocupado. Levantar, mesmo sem saber como segurar. Mãos rasgadas, moderna enxada. Criança foi feita para recuperar. Carne fraca, que não presta se seu valor não se contesta. Se não deu hoje, amanhã a gente testa. O que eu sou nessa conversa? Criança ingrata? Ou adulto podre que se manifesta?"

Uma carta para ela · Página 118

"Comemoro. Eu te aceito. Trago comigo os caminhos malfeitos. Damos as mãos e corremos. Perfeito. Acolher. Chorar e sorrir. Mais algumas maratonas até ser lembrado que vaso ruim não quebra, mas tem que ser reparado."

Posfácio · Página 126

"Atente-se: nesse cenário, as pessoas preconceituosas e/ou não diversas também trabalharão se descaracterizando e serão consumidas por assumirem uma identidade que não lhes veste. Isso é uma violência!"

05 — Quem leu

Vozes
de dentro.

O livro não é tese, não é prescrição. Cada leitor sai diferente. Aqui, algumas vozes que descrevem o que encontraram dentro.

Há livros que respondem
ao que você busca.

Este aponta para o que você ainda não sabe que busca.

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